TAKE IT – Scripturesphere a performance expandida

Wilton Azevedo

Dados da edição:

Mafuá, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, n. 20, 2013. ISSNe: 1806-2555.

Sobre os autor(es):

wiazeved@terra.com.br

Este trabalho foi realizado para o encontro internacional Chercher le Texte, em que vários aspectos da literatura, poesia e prosa, enfim do mundo das palavras, foram reunidos em vários contextos e no meu caso fui convidado para apresentar uma performance digital com o título TakeIt – Scripturesphere.

Neste trabalho, eu exploro o conceito da escrita digital expandida, um sistema de linguagem proveniente do modelo matemático binário, que operacionaliza deforma endossistemática, isto é, os três códigos de matrizes – verbais, visual e sonora – quando traduzido para o sistema interno de linguagem matemática do dispositivo digital e seus programas específicos, permite que máquinas digitaisposam se auto-organizarem e reformularem a sua emissão numérica simulando os três códigos em apenas um que se expande: (0,1).

Programar é criar ambiência, é dar um aspecto cronotópico, de tempo e espaço nem sempre linear – se é que se pode dizer assim – a expansão sígnica numérica em sua dilatação sintagmática fazem desta ambiência a não distinção entre a ambiência digital criada e sua escrituradigital expandida, decorrentes de seus códigos matrizes – som, imagem e verbo.

Na ambiência digital, podemos constatar que as palavras já não pode conter o seu significado verbal. Matematicamente, há um lado escuro do cubo e sua existência, nós não podemos vê-lo. A palavra nestaambiência digital parece sofrer do mesmo problema: não existe um significado que não é mais ligada a um signo habitual ou poética, mas um signo de que se mostra em expansão, dilatação, o signo está lá, mas só é detectado pelos seus componentes binários ou sua escriturosfera.

TAKE IT é um estudo realizado desde 2012 na Universidade Presbiteriana Mackenzie e o Laboratório de Pesquisa Interdisciplinar, em que a frequência do som e seu pulsar, carrega os vídeos previamente editado por mim em tempo real editando-o ao acaso. O resultado imagético é consequência da frequência sonora que se ouve na trilha. As vozes são dos poetas americanos Nico Vassilakis (voz em segundo plano) e Steve Dalachinski (voz em primeiro plano).