Estimados leitores e leitoras, cá estamos novamente. Hoje, com grande alegria e satisfação, viemos anunciar a edição 45 da Mafuá. Essa nova edição, do mesmo modo que as demais (o que não é novidade!), está recheada de ótimos trabalhos, conforme podemos verificar nos parágrafos que se seguirão…
Para iniciar, falaremos brevemente do ensaio “Language, Memory, and Identity in Ocean Vuong’s On Earth We’re Briefly Gorgeous: Insights from Norton’s Social Identity Theory”, escrito por Stephanie dos Santos Machado. Nesse estudo, a autora analisa, a partir das lentes da Teoria da Identidade Social de Bonny Norton (1997), o romance epistolar We’re Briefly Gorgeous, escrito pelo poeta vietnamita-americano Ocean Vuong, e publicado originalmente em inglês em 2019. De maneira geral, Machado busca evidenciar a literatura como um espaço em que se pode pensar os conceitos de identidade e poder, além de reforçar o potencial de abordagens interdisciplinares, quando se fala dessas temáticas.
Na sequência, temos a entrevista concedida pela professora e pesquisadora da Universidade de Brasília, Regina Dalcastagnè, que fala um pouco acerca de seu recente livro publicado: Uma história da literatura brasileira. Na entrevista, a autora fala da importância de uma história literária brasileira nos dias de hoje, de sua carreira acadêmica e do seu projeto Praça Clóvis. Com esse lançamento, ela nos apresenta diferentes perspectivas que são caras para a compreensão de um Brasil em contínua produção artística, cultural e intelectual.
Já na seção Criações, temos “Travessias para adiar o fim do mundo”, de Rhian Vilar da Silva Vieira. Trata-se de um fotoensaio que pretende combater o assassinato dos horizontes. A partir de fotografias tiradas na praia do Jacaré, em Cabedelo (PB), interessantes por si próprias, diga-se de passagem, o autor demonstra como a imagem e o horizonte são salvaguardas da imaginação contra as forças que desejam colonizá-la.
Por fim, temos a seção Obra Rara. Nela, Luis Gustavo da Silva de Sousa, graduando do curso de Letras da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), apresenta A Poesia Popular Brasileira, de Celso de Magalhães. A obra teve sua origem a partir de uma série de dez artigos publicados no jornal acadêmico O Trabalho, em Recife, de abril a setembro de 1873. Esses artigos permaneceram quase que exclusivos às folhas do jornal durante um período próximo a 100 anos. Foi apenas em 1973 que a Biblioteca Nacional publicou uma nova edição da obra, com atualizações, notas e textos complementares. Voltada ao estudo das manifestações poéticas da tradição popular, a obra ocupa um lugar importante na história dos estudos folclóricos no Brasil, ao registrar e refletir sobre formas de expressão transmitidas pela oralidade e, muitas vezes, deixadas à margem dos espaços letrados.
Desejamos uma excelente leitura a todos!