A representação feminina em Bocage: a tonalidade dependente do receptor

Flávia Giaccobo Ribeiro

Dados da edição:

Mafuá, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, n. 31, 2019. ISSNe: 1806-2555.

Como citar este texto?

Sobre os autor(es):

Flávia Giaccobo Ribeiro
fafi.ribeiro@hotmail.com
http://lattes.cnpq.br/6197447219242840
Universidade Federal do Rio Grande
Instituto de Letras e Artes
Rio Grande - Rio Grande do Sul, Brasil

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo investigar a diferença existente entre a forma de retratar a mulher em dois discursos. Essa apuração será desenvolvida utilizando como material dois poemas de Bocage: “Descrevendo os encantos de Marília” e “Soneto da amada gabada”. Tal estudo analisará o modo como a mulher é descrita levando em consideração, principalmente, o receptor (interlocutor) de cada texto.

PALAVRAS-CHAVE: descrição; mulher; contraste; ouvinte.

ABSTRACT: The present article aims to investigate whether there is a difference between the portrait of the female figure in two distinct discourses. Such attempt will be developed by means of analysis of two poems by Bocage: “Descrevendo os encantos de Marília” and “Soneto da amada gabada”. This study will analyse the way women are described taking into consideration, mostly, the receiver (interlocutor) of each text.

KEY-WORDS: description; woman; counterpoint; listener.

 

INTRODUÇÃO

O tempo de Bocage foi o tempo de libertação intelectual e de menos limites para quem queria se expressar na arte, foi a época em que a sociedade viveu o Iluminismo. Tal movimento cultural permitiu que Portugal tivesse mais conhecimento das ciências e que a ordem normal da sociedade fosse regida pela razão, assim, portugueses se libertaram de muitas amarras que o poder religioso dominante impunha. O teocentrismo já poderia ser enfrentado usando a razão e os pensadores desenvolviam evoluções na ciência. Entretanto, devemos lembrar que o direito das mulheres durante toda a história esteve atrasado.

Foi, em parte, o Iluminismo que possibilitou que Bocage fosse o poeta satírico e erótico que foi e, assim, se tornar este autor marcante. No entanto, para mulheres com o desejo do mesmo reconhecimento, continuava sendo difícil o acesso ao ensino e, talvez por isso mesmo, elas continuaram servindo de objeto para poemas em vez de serem autoras. Não é à toa que quando pesquisamos “autora arcadista”, a ferramenta de pesquisa faz questão de corrigir para “autor” e automaticamente mostra informações sobre como a mulher era retratada nos poemas da época.

É possível que reflitamos sobre a comparação que será feita nesse artigo com propósito de analisarmos conceitos da nossa sociedade, desde aquele tempo até o atual. O fato de que a mulher fica limitada a objeto do texto faz com que todas elas sejam definidas pelo que o narrador fala sobre elas.

Os poemas selecionados para este trabalho têm o objetivo de mostrar que a forma falocêntrica no discurso sobre uma mulher quando se direcionando a outro homem torna-se uma fala galanteadora, diferente da feita para a própria mulher, e abre espaço para discussões sobre o patriarcado e como a imagem de uma mulher era – e ainda é – submetida ao julgamento de homens. A motivação para a escrita desse artigo foi a possibilidade que ele cria, também, para uma reflexão sobre esses pontos na atualidade.

AUTOR AUDACIOSO

Bocage é um autor reputado na história da literatura não só pelo talento na escrita, mas também pelo singular modo de escrever. O linguajar que quebra tabus contrasta até mesmo com poesias da própria vertente libertina árcade, na qual episódios sexuais eram contados de modo velado. Modo esse que Bocage não reproduzia, pelo contrário, o que deixa esse artista em evidência perante outros libertinos é a transparência com que trata os assuntos considerados profanos.

Em algumas perspectivas críticas, a obra bocagiana pode ser passada como desvalorizada pela poesia erótica de caráter esclarecido, por ser considerada menos poética. Apesar disso, a ousadia que encontramos nos textos desse autor fizeram-no reconhecido pela poesia satírica e tido, inclusive, como um “mestre” na poesia pornográfica (MOISÉS, 2012, p. 104). Óscar Lopes considera a libertinagem de Bocage como uma das grandes inovações no contexto português “no sentido conexamente erótico e revolucionário” (LOPES, 1970, p. 157).

INTRODUÇÃO AOS POEMAS

A temática geral dos dois poemas escolhidos, “Descrevendo os encantos de Marília” e “Soneto da amada gabada”, parece similar, já que os dois têm como objetivo descrever uma mulher. Entretanto, o que deve ser notável desde o início dessa comparação é que o que difere um discurso do outro é o interlocutor do sujeito poético.

O primeiro dos textos segue um tom de declaração de amor, como um cortejo feito diretamente para o objeto de observação do poema, sua amada Marília. Em “Descrevendo os encantos de Marília”, o sujeito poético delineia a mulher como uma deusa e, para causar essa impressão, usa de alguns meios em sua escrita. Além de citar deuses da mitologia grega, ele inclui Marília no esplendor possuído por estes. Ao supor que deuses cessariam suas mitológicas lendas para alcançar sua amada, ele a coloca como similar ao conteúdo da vida divina a qual estas figuras teriam acesso.

“Descrevendo os encantos de Marília”

Marília, se em teus olhos atentara,
Do estelífero sólio reluzente
Ao vil mundo outra vez o omnipotente,
O fulminante Júpiter baixara:

Se o deus, que assanha as Fúrias, te avistara
As mãos de neve, o colo transparente,
Suspirando por ti, do caos ardente
Surgira à luz do dia, e te roubara:

Se a ver-te de mais perto o sol descera,
No áureo carro veloz dando-te
Até da esquiva Dafne se esquecera:

E se a força igualasse o pensamento,
Oh alma da minha alma, eu te of’recera
Com ela a terra, o mar, e o firmamento.

Pode-se apontar que, já na primeira estrofe, existem ícones empregados para resultar na ideia de endeusamento de Marília, assim como nas seguintes. Nesta mesma estrofe, cita deus Júpiter e as deusas Fúrias. Ele, como o deus mais poderoso que sairia da sua vida divina para vir buscar Marília; elas, deusas com imagens de feiura e hostilidade. Com essas imagens, a escrita torna Marília semelhante a essas figuras, colocando-a acima da veneração que recebem esses deuses.

No primeiro terceto do poema, é trazido mais uma vez episódio mitológico, por sua vez sobre a interminável busca de deus Apolo pelo amor de Dafne. Sabendo disso, é possível perceber, no verso 11, que o poeta mostra que Marília tinha beleza tão grande que seria capaz de fazer com que esse infinito amor não correspondido entre essas duas figuras mitológicas cessasse, e que a sublimidade dela é tão poderosa que superaria a decisão das flechas do Cupido.

No último terceto, conta-lhe que, se ele pudesse fazer tudo aquilo que deseja ele daria para ela a terra, o mar e o firmamento, elementos pertencentes à natureza e, portanto, presentes dignos de uma divindade, pois a ideia do Arcadismo era sempre de que a natureza era superior e nós, em corpos humanos, não conseguiríamos alcançar tal plenitude.

Assim, o sujeito poético de “Descrevendo os encantos de Marília” termina por afirmar que a mulher aparenta ser uma deusa, porta-se como deusa e que deveria (seria capaz de) receber feitos merecidos por uma deusa. Chega a citar situações divinas com tom de lisonja para agradar a destinatária de tal carta.

A menção a figuras mitológicas também ocorre no segundo texto, “Soneto da amada gabada”. Porém, neste, é possível identificar certa diferença na modulação do linguajar e temos uma averiguação sob a entonação usada para conversar sobre a mulher amada com um amigo.

“Soneto da amada gabada”

Se tu visses, Josino, a minha amada
Havias de louvar o meu bom gosto;
Pois o seu nevado, rubicundo rosto
Às mais formosas não inveja nada;

Na sua boca Vênus faz morada;
Nos olhos tem Cupido as setas posto;
Nas mamas faz Lascívia o seu encosto,
Nela, enfim, tudo encanta, tudo agrada;

Se a Ásia visse coisa tão bonita
Talvez lhe levantasse algum pagode
À gente, que na foda se exercita!

Beleza mais completa haver não pode;
Pois mesmo o cono seu, quando palpita,
Parece estar dizendo: “Fode, fode!”

Nesse segundo poema, pode-se salientar o tom forte de “gabação”, como é citado no título, pois esta amada é “gabada” pelo próprio sujeito poético. O fato de a mulher não ter um nome próprio em si já demonstra certa falta de pessoalidade quando comparada à Marília, que merece ter seu nome no título do poema inclusive.  A partir do momento em que noticia ao amigo que este havia de honrar seu bom gosto demonstra uma necessidade de aprovação do outro. Conforme descreve a beleza da mulher, vai enfileirando motivos para que o amigo afirme a admiração que ele deseja, como se a opinião deste fosse um diferencial para atestar que ele é digno de estima. Sem a confirmação do amigo toda a grandiosidade da mulher, do objeto que ele descreve, não terá valor.

São destacados alguns elementos utilizados em “Soneto da amada gabada”. Primeiramente, o sujeito poético posiciona a deusa Vênus em sua boca. Vênus, na mitologia romana, sempre é dada como exemplo para uma perfeição em aparência feminina na literatura e, geralmente, é representada nua. Esse elemento, segundo Lênia Mongelli, pode ser considerado uma representação da natureza, já que retrata a mulher e o seu corpo como objeto do poema.

facilitada pela beleza estética da mulher, quase sempre comparada a Vênus. O resultado da aplicação sistemática dessas normas é fazer a poesia corresponder a uma “ideia” de Natureza, alcançada por meio da simplicidade que os recentes jogos verbais barrocos haviam banido da poesia.  (MONGELLI, 1986, p. 17).

Em um segundo momento, a mulher é descrita com as setas do Cupido nos olhos. Através da citação ao Cupido, deus do amor e paixão, o sujeito poético indica a presença de olhos apaixonados. Ao promover o seio dessa moça como sendo um habitat da Lascívia, iniciada por uma maiúscula alegorizante, torna sua figura sensual igualada aos deuses mitológicos citados previamente (Vênus e Cupido), fazendo com que a volúpia da mulher apresente-se como algo divino.

A orientação de seu olhar ao descrever a observação segue a ordem do alto para baixo começando com o rosto apaixonado, desce para os seios e, conforme o olhar vai descendo a linguagem erótica torna-se mais esclarecida. Esse ponto é imprescindível, pois dá à leitura do próximo verso, “Nela enfim tudo encanta, tudo agrada”, um traço salaz. Em vez de estar descrevendo uma pessoa pacata, o sujeito poético está revelando que essa mulher realiza seus desejos carnais de forma agradável, sem relutância.

Essa escrita transparentemente devassa confirma-se no terceto seguinte, em que é dito de forma hiperbólica que se a população asiática visse algo tão bonito quanto ela levantaria um pagode[i] a tal magistralidade. Imediatamente após incluí-la nesse cenário divino, explica para o amigo que tal lugar sagrado deveria ser construído para que o casal pudesse “se exercitar”, deixando explanado que o templo serviria para que ele pudesse ter relações sexuais com a moça.

O discurso descritivo completa-se informando que é inimaginável uma beleza mais completa, pois seu órgão sexual[ii] chama-o para a transa. Importante destacar o conectivo usado pelo escritor nesta partícula: “Beleza mais completa haver não pode:/ Pois mesmo o cono seu, quando palpita, / Parece estar dizendo: “Fode, fode!””.

A conjunção “pois”, é, segundo Cegalla (2005), uma conjunção explicativa ou uma conjunção conclusiva, que pode significar uma conclusão ou um motivo. As duas categorias dizem que a razão dessa moça ser a mais bonita é pela sexualidade que exala. A aplicação de tal conjunção não é vista nesse estudo como arbitrária, muito pelo contrário, tal expressão é responsável pela finalização do discurso ao amigo e esta dá-nos uma posição de distância emocional entre ele e a mulher.

AVERIGUAÇÃO

A especulação que esse estudo pretende criar é sobre o contraste de tratamento tido para com as mulheres citadas nos poemas quando a fala está direcionada para a própria mulher e quando a fala está sendo direcionada a um amigo, sem a mulher por perto. Depois dos pontos previamente citados, pode-se estabelecer uma exposição objetiva de alguns aspectos do poema “Descrevendo os encantos de Marília” em oposição a aspectos do poema “Soneto da amada gabada”.

poema ato grandioso
d. e. m. Prometido em meio a uma declaração de amor
s. a. g. Motivado por razões carnais

Este quadro relaciona o ato tido como prêmio às amadas merecedoras, significando a magnificidade das musas. Temos alguns apontamentos para direcionar essa diferenciação.  Por um lado, “a terra, o mar e o firmamento” forma o último verso que é construído logo em seguida da exclamação “Oh alma da minha alma”, uma expressão de tratamento carinhosa vinda em meio ao cortejo que faz ver um certo sentimentalismo no discurso do sujeito poético para com a moça. Por outro lado, o “pagode” asiático é dado como oferenda para que a mulher transe com ele, o que é mostrado com objetividade no verso seguinte.

Em “Descrevendo os encantos de Marília”, o ato grandioso é merecido por tamanha doçura que a moça demonstra, sendo assim uma elevação à mulher. Já a mulher de “Soneto da amada gabada” receberia um templo, espaço religioso, unicamente para que ela continue tendo relações sexuais com ele; não recebendo, assim, uma reprodução carregada de ternura como a primeira mulher, mas, sim, retratando uma visão objetificada de uma amante.

poema aspectos físicos
d. e. m. Olhos, mãos, colo
s. a. g. Rosto, seios, vagina

Com o segundo quadro, podemos estabelecer a oposição entre uma relação idealizada versus uma relação já concretizada. Com os enfoques em partes do corpo, que estão normalmente à mostra, o sujeito poético demonstra delicadeza na descrição ao evitar falar de áreas sensuais do seu corpo, trazendo-a com linguagem sentimentalista que fala de corpo e de alma. Em contrapartida, o sujeito poético de “Soneto da amada gabada” conhece livremente o corpo de sua amante e o descreve diretamente para o amigo, sem qualquer cerimônia ou gentileza. Ela é descrita por detalhes do rosto, seios e vagina em tom de ostentação; essa mulher não recebe versos sentimentais do tipo “Oh alma da minh’alma”, que encontramos no outro texto, o que indica certa frieza afetiva.

Temos, então, uma mulher trazida com figura meiga e outra com figura devassa. Uma é posta sob ternura e outra sob apetite sexual.

POEMA INTENÇÃO
D. E. M. Encantar o interlocutor a ponto de conquistá-lo amorosamente
S. A. G. Exibir-se para o interlocutor a fim de obter deslumbre e ciúme

As representações divinas acabam sendo identificadas como pontos em comum nos dois textos. Em “Descrevendo os encantos de Marília”, temos a apresentação das três Fúrias (as feias e assustadoras) aparecendo como conceito de oposto à Marília; Júpiter, como figura grandiosa que deixaria de seu trono de ouro para averiguar a beleza dos olhos dela; e o deus Sol que dissolveria o fascínio incondicional que conserva por Dafne se ele conhecesse a beleza desta mulher. Conseguimos recolher, então, as concepções para a primeira mulher: bonita e cândida, tendo olhos bonitos e mais beleza que a própria Dafne.

Contudo, na segunda mulher, mostram-se os deuses Vênus na boca, Cupido nos olhos e a Lascívia, que diviniza a impureza, nos seios. Nesse caso, ela não está valorizada igualmente aos deuses como em “Descrevendo os encantos de Marília”. Em vez de estar colocada como nume, esta ninfa tem características físicas que lembram os poderes dos deuses, entregando as concepções: sensualidade, beleza, paixão e libidinagem.

Os pontos expostos entre cada uma revelam a dissemelhança entre as características que um homem achou essencial citar à própria mulher na intenção de bajular e o que acha essencial contar ao amigo sobre o romance.

CONCLUSÃO

Concluindo a análise, supõe-se que o sujeito poético dos dois textos seja o mesmo. Não só ele, como também o objeto do poema: a mulher descrita em “Soneto da amada gabada” também é Marília. Tal decisão é tomada para dar mais clareza ao contraste encontrado no tratamento vindo de um mesmo homem para uma mesma mulher, descartando a possibilidade de um sujeito mais sensível que o outro e assumindo diretamente a diferença que é causada de um ouvinte para outro.

Ao público que quer convencer, ou seja, à mulher que quer convencer a se entregar a ele vale a pena, já que enorme é a estima que sente por ela, é importante falar sobre a doçura, sobre amabilidade, sobre sua beleza ser incrível ao ponto de estar acima de lendas antigas. O sujeito poético do poema “Descrevendo os encantos de Marília” acaba deixando o texto sensível com alguns aparatos, desde as palavras tênues usadas até a ordem em que as informações aparecem no poema, arquitetado para atrair a moça que escuta a declaração.

Ao público que quer provocar admiração, ao amigo, é indispensável salientar a descrição dos seios e do órgão sexual da amante. Ou seja, ao contar da mulher para o amigo, ele cria uma imagem objetificada dela, como se estivesse sendo vista em uma perspectiva avaliativa. Além de ser notável que o resultado depende de sua atuação sexual. Mas, ao falar com a mulher com intenção de engodo, fala sobre seus olhos e mãos, sendo perceptível a escolha proposital dos termos.

A diferença de intenção muda a construção do poema, e a relação que vemos nos poemas estudados servem como exemplo para observação das diferentes situações em que as tonalidades percebidas nos poemas acontecem atualmente. Hoje em dia ainda vivemos em um mundo de homens, e, como anteriormente dito, o direito das mulheres está, desde o início dos tempos, atrasado. Como mudar um curso que sempre foi sobre a falta de espaço?

A voz das mulheres pode estar sendo mais ouvida em relação com a época dos poemas, em que não podiam nem escrever, tendo elas conseguido mais espaço em produções artísticas feitas para e por mulheres (e não só para mulheres), mas o fato é que os homens ainda controlam as posições mais poderosas profissionalmente e o trabalho feito por mulheres é recebido com mais resistência. A figura da mulher continua sendo objetificada na mídia de massa, tanto em comerciais quanto em produções para televisão e cinema, o que mostra a realidade de uma sociedade moderna que continua sendo feita de homem para homens.

Referências

CABRITA, Lígia Maria Sánchez Coelho da Silva.  A representação da mulher no pensamento dos filósofos iluministas portugueses. 2010. Disponível em: < http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/3708/1/ulfl085086_tm.pdf>. Acesso em: 21 jan. 2019.

CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 46ª edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005.

LOPES, Óscar. Bocage – Fronteiras de um Individualismo. Porto: Inova, 1970.

LUSOLIVROS. Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas. 2013. Disponível em: <https://www.luso-livros.net/wp-content/uploads/2013/06/Poesias-Er%C3%B3ticas-Burlescas-e-Sat%C3%ADricas.pdf>.  Acesso em: 27 nov. 2017.

MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa através dos textos. 33ª edição. São Paulo: Cultrix, 2012.

MONGELLI, Lênia Márcia de Medeiros. Poesia arcádica: Literatura portuguesa. São Paulo: Global, 1986.

PISAURO, Valéria. Arcadismo em Portugal: Bocage e análise de sua obra. 2011. Disponível em: <http://valiteratura.blogspot.com.br/2011/06/arcadismo-em-portugal-bocage-e-analise.html>. Acesso em: 26 nov. 2017.

SOUZA, Itamar de. A mulher e a revolução francesa: participação e frustração. Revista Unirn. 2003. Volume 2. Disponível em: <http://www.revistaunirn.inf.br/revistaunirn/index.php/revistaunirn/article/view/81/93>. Acesso em: 21 jan. 2019.

RODRIGUES, Sérgio. Santo erro de tradução: por que o céu virou ‘firmamento’. Veja. 3 mar. 2015. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/santo-erro-de-traducao-por-que-o-ceu-virou-firmamento/>. Acesso em: 27 nov. 2017.

 

[i] Nome dado a um estilo comum de templo asiático, onde pessoas se reuniam para meditar e orar.

[ii] Citada “cono” no v. 13, que é uma gíria ofensiva portuguesa referente à “vagina”.